Silvia Schmidt*
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A gentileza é sempre muito bem-vinda àqueles que sabem reconhecê-la. Você é gentil quando ouve com atenção alguém que deseja desabafar com você. Não seja intolerante com histórias que lhe parecem pequenas, pois, para quem fala, é sempre muito importante dividi-las com alguém. Você é gentil ao dizer “Tudo bem, tente outra vez” quando seu telefone toca por engano. Quem está do outro lado do fio sente-se melhor ao ver-se desculpado. Você é gentil quando ajuda alguém a recolher os pacotes que deixou cair. Não se mostre incomodado se eles caíram empatando sua caminhada. Quem os derrubou já está suficientemente constrangido. Você é gentil quando avisa que vai fazer uma visita. Nunca apareça sem antes se anunciar. É necessário que o outro saiba que você está indo e que tenha a chance de dizer se pode ou não recebê-lo. Você é gentil quando não impõe suas ideias como se fossem leis. Deixe que o outro filtre suas palavras e tenha a liberdade de escolher as que lhe parecem razoáveis. Você é gentil quando não emite opiniões que não são solicitadas. Seja qual for a situação, espere que o outro lhe peça para dizer o que acha. Você é gentil quando sorri para um pedinte de rua: para ele, um sorriso pode ser mais necessário do que algumas moedas. Você é gentil quando oferece água e alimento a um animal sedento e faminto. Ele não sabe dizer “Muito obrigado”, mas alguém “lá de cima” está agradecendo em nome dele. Você é gentil quando reconhece que um idoso pode ser um mestre para você, mesmo que ele não tenha todos os diplomas que você tem. Não é possível listar de uma só vez quais são todas as maneiras de ser gentil. Há diversas formas de sê-lo, e, certamente, você conhece muitas delas. Nunca perca uma oportunidade de exercer a gentileza. Na História do mundo, entram muito mais nomes de pessoas grosseiras do que de pessoas gentis. Porém, na História do Universo, a Casa de Deus, eles não entram pela Porta Principal. * A artista plástica Silvia Schmidt é bacharela em Desenho Industrial, com especialização em programação visual pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e fez licenciatura em Educação Artística pela Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), além de estar sempre estudando para conhecimento de tendências, possibilidades e tudo mais sobre arte. |
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Gentileza
domingo, 15 de agosto de 2010
Tolerância (ou intolerância)

Tolerância – do latim tolerantia, do verbo tolerare que significa suportar. Qualidade de tolerante. Ato ou efeito de tolerar, de admitir, de aquiescer. Direito que se reconhece aos outros de terem opiniões diferentes ou até diametralmente opostas às nossas. Boa disposição dos que ouvem com paciência opiniões opostas às suas.
“A Tolerância humana está em reconhecer Deus como perfeito, e entender que o homem está em um constante processo de formação”
Douglas Domingos Américo
“A tolerância é a melhor das religiões”
Victor Hugo
“A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos”
Mahatma Gandhi
Decidi escrever a primeira postagem do blog falando sobre esse tema, porque estou estudando alguns livros e artigos a respeito. Esboço aqui a minha opinião a partir de algumas visões: a visão macro, a visão micro e visão religiosa.
Numa visão macro, vemos uma sociedade com guerras, violência, fome, privações e preconceitos. Tudo isso, porque uns não aceitam que outros pensem diferente de suas ideologias e convicções. Principalmente os que estão diretamente ligados ao poder, são os que mais causam esses acontecimentos.
Theodor W. Adorno (1903-1969), um pensador da escola de Frankfurt, fez uma reflexão sobre a que ponto chegou a sociedade industrial capitalista, para cometer as atrocidades de Auschwitz¹. Esse teórico discutia em seus trabalhos o que a sociedade poderia fazer para que Auschwitz não se repetisse. Ele alertava que a maneira mais eficaz seria ter Auschwitz na memória e investir numa educação que privilegiasse a singularidade de cada indivíduo. Uma educação com esses aspectos deveria ser centrada já na primeira infância, onde os indivíduos aprenderiam desde cedo a ideia da não participação na barbárie. Acho o pensamento de Adorno muito importante, pois faz-se necessário lembrar dos horrores do passado, para evitar que aconteçam outros semelhante a estes hoje.
Numa visão micro, também se percebe que as pessoas estão cada vez mais intolerantes. Vejo todos os dias, no meu trabalho, na faculdade, nas ruas e onde quer que eu vá, pessoas com um comportamento muito difícil de lidar. É complicado conviver com pessoas que “explodem” por qualquer motivo. Que se irritam ou fazem outros se irritarem também. Sabemos que hoje em dia, todos temos muitas responsabilidades, compromissos e muitas coisas para dar conta, mas será que é preciso se exacerbar por qualquer motivo? Será que é necessário brigar para garantir que suas opiniões sejam levadas em consideração? Onde está o diálogo?
Numa visão religiosa, sabemos que muitas pessoas em nome da religião, cometem as maiores barbáries com seus semelhantes. Não é necessário citar quais, pois vemos isso nos jornais quase que diariamente, notícias sobre a intolerância religiosa. Fazem isso em nome de Deus.
No mundo existe uma grande diversidade, são inúmeras religiões: cristianismo, hinduísmo, islamismo, budismo, judaísmo, espiritismo, entre outras. Estimativas indicam que há mais de duas mil religiões e mais de dez mil seitas no mundo atualmente. Só no Brasil, são mais de cinco grupos principais.
Sou cristã e creio na vida após a morte, creio na Salvação a partir da crença de que Jesus Cristo morreu na cruz para nos remir de pecados. Acredito na Bíblia como fonte de toda inspiração divina. Na Bíblia está escrito que Jesus não aceita o pecado, mas ama o pecador, e ordena que amemos uns aos outros assim como Ele nos ama.
Jesus Cristo, enquanto estava na Terra, ensinou a muitos na prática, como sermos tolerantes. São várias as situações que poderia falar sobre isso, mas citarei o exemplo da mulher adúltera:
"Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério, fazendo-a ficar de pé no meio de todos e disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Mas Jesus, inclinando-se escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até os últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: mulher, onde estão teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela, ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus, nem Eu tampouco te condeno; vá e não peques mais".
(João 8: 3-11)
Nós cristãos, precisamos cultivar o respeito e amor ao nosso próximo nas situações que vivemos todos os dias. Principalmente, porque cremos na Bíblia, que nos ensina através da palavra a amar ao outro como a nós mesmos. O grande problema da intolerância é justamente pensar que o outro vale menos. Quando achamos que somos melhores que as outras pessoas, seja fisicamente, socialmente ou de qualquer outra forma, acabamos agindo de maneira intolerante.
Deus nos criou diferentes para aprendermos a ser tolerantes!
1 . Auschwitz-Birkenau é o nome de um grupo de campos de concentração localizados no sul da Polônia, símbolos do Holocausto perpetrado pelo nazismo. A partir de 1940 o governo alemão comandado por Adolf Hitler construiu vários campos de concentração e um campo de extermínio nesta área, então na Polônia ocupada. Houve três campos principais e trinta e nove campos auxiliares. O número total de mortes produzidas em Auschwitz-Birkenau está ainda em debate, mas se estima que mais de 2,5 milhoes de pessoas morreram, só nestes campos.
Geane Gleise